Reorganizar vencimentos é apenas uma parte da discussão sobre empresas em dificuldade financeira. Em publicação da Economia S/A sobre o Grupo Casas Bahia, Giulia Vitória Arndt, da Maffioletti & Arndt Advogados, foi ouvida sobre a relação entre passivo, capacidade de pagamento e recuperação da operação.
Dívida e atividade precisam ser analisadas juntas
O diagnóstico empresarial deve permitir compreender como o negócio gera recursos e quais compromissos consomem esse caixa. Uma parcela menor pode parecer suficiente no primeiro momento, mas precisa ser confrontada com receitas, custos, sazonalidade e necessidades de investimento.
Também importa separar dificuldades temporárias de problemas recorrentes. Um atraso pontual de recebimento não tem necessariamente a mesma origem de uma operação que perde margem de forma contínua. Identificar essa diferença ajuda a organizar a conversa entre administração, responsáveis financeiros e assessoria jurídica.
Informações para preparar a avaliação
- Relação dos credores e documentos que sustentam cada obrigação.
- Calendário de pagamentos e projeções de recebimento.
- Garantias vinculadas aos contratos e negociações já realizadas.
- Custos necessários para manter a atividade em funcionamento.
Essa organização não determina, por si só, a escolha de uma recuperação judicial ou de outra alternativa. A adequação de cada instrumento depende da situação da empresa e das condições legais aplicáveis. Uma medida de reorganização também não garante o restabelecimento da rentabilidade.
A participação de Giulia na reportagem foi como fonte para análise do assunto. A notícia não é apresentada como caso de cliente da M&A Advogados. Conheça a atuação em contratos bancários e estruturação do passivo.
Crédito editorial: Redação Economia S/A, publicação de 19/08/2026. O contexto relatado é o da notícia original. Ler a análise na Economia S/A.

